46 3224-6420
Estudos sobre incontinência urinária vêm para ajudar mulheres em processo de envelhecimento

 

Dissertação discute o significado de ter Incontinência Urinária e ser incontinente na visão das mulheres. Introdução do trabalho esclarece sobre necessidade de procurar ajuda profissional

 

A Incontinência Urinária (IU) é uma condição angustiante e incapacitante, causando morbidade, afetando a vida nos aspectos social, psicológico, ocupacional, doméstico, físico e sexual de 15 a 30 % de mulheres em todas as idades.1 A IU é um  significaste problema de saúde com dimensões mundiais, dado ao impacto social e econômico que causa na vida dos indivíduos e reflete na relação  que têm na sociedade.

A IU, de acordo com os sintomas, pode ser  classificada em três tipos principais: a incontinência urinária de esforço, quando ocorre perda involuntária de urina durante o esforço ou exercício ou ao espirrar ou tossir; a urge-incontinência, caracterizada pela queixa de perda involuntária de urina acompanhada ou imediatamente precedida por urgência e a incontinência urinária mista, quando há queixa de perda involuntária de urina associada à urgência e também aos esforços, exercício, espirro ou tosse.3

Quanto ao tipo de incontinência podemos encontrar índices de 42% de incontinência urinária mista, 38% de incontinência de esforço e 18% de urge-incontinência.4 Outros valores similares foram encontrados em mulheres chilenas que possuíam 46,1% IU mista, 40,7% com IU de esforço e 13,2% com urge-incontinência.

No Brasil são poucas as descrições quanto à prevalência da IU na população brasileira. Esses valores são descritos de acordo com o tipo de IU sendo restritos os estudos por inquérito populacional. Observou-se em mulheres climatéricas que 35% delas apresentavam queixa de incontinência urinária de esforço. Em outro estudo,  com profissionais de enfermagem, a prevalência do sintoma de perda urinária foi de 27,5% na população estudada, com maior ocorrência da IU mista (33,8%), seguida pela de esforço (27,5%) e pela urge-incontinência (20%).7

Nos adultos e idosos hospitalizados em um hospital escola localizado no município de São Paulo identificou uma prevalência total de 35% de incontinência urinária e parciais de 48%, 37% e 22% respectivamente nas clínicas cirúrgica, obstétrica e médica. A IU possui uma prevalência considerável tanto no Brasil quanto no exterior, merecendo destaque entre as pesquisas científicas. O crescente número de mulheres em processo de envelhecimento torna necessário o desenvolvimento de estudos que abordem as mais diversas facetas da IU.

As consequências que a IU pode gerar no indivíduo atingem uma ampla esfera que envolve trauma psicológico, ansiedade e sentimentos como solidão, culpa e humilhação; além de restrições no convívio social e sexual. A vivência com a IU leva a mulher realizar os mais diversos mecanismos de modificações comportamentais para se adaptar as inconveniências da perda urinária como: uso freqüente de perfumes de odor forte; utilização de roupas escuras; diminuição da ingesta hídrica; suspensão por conta própria de fármacos que estimulem a eliminação urinária; uso de absorventes ou protetores para controle da perda urinária; procura imediata pelo banheiro em locais públicos, além de evitarem o convívio social.

Apesar de a IU ocasionar alterações na vida das pessoas que a vivenciam, um grande número de mulheres com queixa de IU persistente leva um longo período para procurar assistência adequada, fato que pode ser explicado devido a fatores culturais, familiares ou ainda pelo constrangimento, aliado ao desconhecimento de possibilidade terapêutica.

Tais achados propiciam o questionamento que a busca pelo tratamento pode ser influenciada pelas crenças e valores que as mulheres possuem acerca do que é ser incontinente.

Assim, os objetivos do estudo são de conhecer o significado das crenças, valores e atitudes de mulheres sobre ser incontinente e ter incontinência urinária e; avaliar as repercussões da incontinência urinária na vida de mulheres com queixas de perdas urinárias.

 

Redação de títulos Clínica Matriline

Fonte:
Borba AMC, Lelis MAS, Brêtas ACP.  Recorte da dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em 2007. Obtido em http://www.scielo.br/pdf/tce/v17n3/a14v17n3 acesso em 19 de abril de 2016.

 

Terça-feira, 19 de Abril de 2016
Voltar
46 3224-6420
falecom@matriline.com.br
Rua Itacolomi, 946 - sala 201 - 2º andar - Edificio Vega - Centro - Pato Branco / PR - CEP 85.501-240